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Doença Coronariana e Modalidades Terapêuticas

Doença arterial coronariana é a mais comum das doenças cardiovasculares. Resulta de um desbalanço entre a oferta e consumo de oxigênio do musculo cardíaco. Tipicamente se manifesta entre um espectro que inclui a angina estável, angina instável, infarto (ou enfarte) agudo do miocárdio e morte súbita cardíaca. É a principal causa isolada de mortalidade mundial, sendo responsável por quase 9 milhões de óbitos em 2015.
Os sintomas mais frequentes incluem dor no peito comumente relacionada ao esforço ou pós-prandial, dispneia e, eventualmente, síncope.
Os principais fatores de risco são tabagismo, Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes, Dislipidemia, sedentarismo e obesidade. Soma-se a estes os fatores genéticos, que estão envolvidos em aproximadamente metade dos casos.
A doença ocorre por diminuição do fluxo de sangue através das artérias coronárias para o músculo cardíaco, geralmente em virtude de uma lesão obstrutiva nesses vasos. Esse fluxo reduzido de sangue incorre em um aporte inferior ao necessário de oxigênio para as células do músculo cardíaco, sendo esse fenômeno chamado de isquemia. Caso a isquemia for prolongada, ocorre a eventual morte destas células musculares.
O diagnóstico é feito através de semiologia cuidadosa do paciente, em conjuntura com exames complementares. Diversas modalidades estão disponíveis: eletrocardiograma, teste de esforço, ecocardiografia, cintilografia miocárdica, angiotomografia coronariana, ressonância magnética cardíaca, entre outros. O exame “padrão - ouro” é a cineangiocoronariografia (também conhecido como cateterismo cardíaco).
Idealmente, a meta do tratamento é a prevenção primária, com um estilo de vida saudável, exercícios regulares e controle dos demais fatores de risco modificáveis.
Uma vez estabelecida a doença, o tratamento leva em consideração o quadro clínico do paciente, além da severidade e localização das lesões, a fim de determinar a melhor relação entre risco e benefício para o paciente. O tratamento farmacológico está indicado para todos os casos, assim como um programa de exercícios geralmente chamado Reabilitação Cardiovascular. Em casos selecionados, existe indicação de procedimentos invasivos para reperfusão do músculo cardíaco. Estão amplamente disponíveis tanto a cirurgia convencional (Cirurgia de Revascularização Miocárdica ou “de pontes de safena e mamária”) como cirurgias minimamente invasivas (Angioplastias Coronarianas Percutâneas).
É fundamental o diagnóstico precoce, melhorando em muito o desfecho para o paciente tanto em qualidade de vida como em diminuição de mortalidade quando ocorre. Desta forma, recomendamos exames preventivos regulares com seu cardiologista de confiança, mesmo quando ainda não exista sinais claros de doença. Aqui é relevante a máxima: “melhor prevenir do que remediar!”.

Dr. Daniel Mello | Cardiologia | CRM/SC 11763 | RQE 9582

Fonte: Revista Saúde Florianópolis


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